Ser Poeta de Florbela Espanca

E nada melhor do que estrear este cantinho poético com um poema de Florbela Espanca.

Este poema inspirou o nome deste blogue, e é um dos meus predilectos. Espero que gostem, comentem e partilhem.

Podem ler sobre a vida e a obra de Florbela Espanca aqui… E tal como afirmam (ver hiperligação acima) o nosso interesse pela obra desta poetisa não se extingue.

Deixo-vos aqui ‘Ser Poeta’…

 
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
 
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer o que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
 
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!
 
E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca

Sonetos – Editora Ulisseia

ΩΩΩΩ

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