‘Nada para dar’ de Sara Farinha

Não tenho nada.1381180_614438311951600_620459935_n
Nada para dar.
Mas quero tudo.
Ser tudo, desejada,
A que impele a lutar.
Partida em duas.
Não levo os pedaços.
Um grito mudo.
Mudo, de vozes nuas,
Recuso todos os laços.
 
Queria dar o mundo,
Nada resta para entregar.
Não tenho nada.
Não chego, afundo,
Terei de me bastar.
Sofrer sem resguardo.
Não vou, sem algo levar.
Resto-me vazia.
Em luta, carrego o fardo,
Não entrego este pesar.
 
Fico, sem nada esperar.
Minha carga,
Prefiro soçobrar.
Não irei, nunca, matar.
Antes doente e amarga.
Que infligindo pesar.
 
ΩΩΩΩ
 
Gostaram deste poema? Então subscrevam este blogue e recebam todas as novidades por e-mail.
 
ΩΩ
 
Encontram-me aqui:
sarafarinha.wix.com http://sarinhafarinha.wordpress.com sara.g.farinha@gmail.com@sara_farinha  goodreads_Sara Farinha  facebook  google+ sarafarinha  Pinterest youtube
Anúncios
Esta entrada foi publicada em Sara Farinha com as etiquetas , , , , , , . ligação permanente.

Deixem aqui os vossos comentários ou enviem e-mail para: sara.g.farinha@gmail.com

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s